O tempo tatua minhas desventuras
em sulcos profundos assim como
marcaram minha vida e pescoço meus antigos amores.
Os olhos verdes perdiam mais
cor a cada equinócio
e quanto menos verdes, mais .
profundos
As mão tremendo à procura da taça,
A cabeça confusa e a ressaca que não passa,
Os livros empoeirados se enchendo de traças,
As pálpebras cansadas e a companhia que mata.
O tempo.
Que passa.
- Bárbara Luíza Krauss, 5 de outubro de 2012.